29 de Julho de 2009

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que abria a página inicial do Twitter. O microbloging acabara de nascer e depois de ver o vídeo de introdução ao serviço confesso que achei todo aquele conceito um bocado inútil.

Passados uns tempos lá me registei e depois de um ano e 717 (são pouquinhos eu sei...) confirmo a minha absoluta falta de visão na altura.

 

O Twitter veio definitivamente para ficar, alastrando-se por toda a internet e assumindo posições que nunca se esperaria no inicio do serviço.

 

 

Vejamos o caso do super-homem / espectacular ciclista Lance Armstrong. Durante a recentemente terminada Volta à França, a sua conta no Twitter foi actualizada com uma regularidade quase diária. Estas mensagens traduziam o seu estado bem como faziam algumas considerações sobre o que se tinha passado na etapa. Por diversas vezes vi noticias nos jornais baseadas nestes tweets. 

 

Outro exemplo, embora vindo de uma área bem distinta, são os Muse. Os Muse são uma das bandas com mais sucesso mundial nos dias que correm, sendo-lhes por muitas vezes atribuído o estatuto de melhor banda do mundo ao vivo. Com um novo álbum quase a sair para o mercado, os Muse divulgaram no Twitter tanto o nome do novo trabalho, como o seu alinhamento completo.

 

Esta proximidade é algo que me fascina. Nunca antes poderia pensar em ver em primeira mão, Shaquille O'neal a congratular Kobe Bryant pelo campeonato ganho em 2009 com os Lakers. Claro que vi eu e os 1797232 utilizadores que seguem os updates do jogador, mas isso não retira a magia da coisa e, bem vistas as coisas, a exclusividade não faz definitivamente parte da filosofia do Twitter.

 

A arquitectura do serviço torna-o ainda num mecanismo de proliferação de informação. Cada tweet que faça, independentemente da utilidade da informação contida, é visto pelas cerca de duas centenas de utilizadores que me seguem. Ok, não são muitos, mas é fácil perceber que se algum dele replicar a informação, o seu espalhamento pela rede irá ser quase exponencial, não sendo necessário muito tempo para que meio mundo saiba que comi Chocapic ao pequeno-almoço. Parece exagero mas reparem como a ideia tem poder:

 

 

E passado pouco tempo estava já todo o mundo sabia. À semelhança do caso do rio Hudson, a morte de Michael Jackson vagueava pelo Twitter horas antes das confirmações pelas agencias noticiosas.

 

O texto já vai longo e para terminar fiquem só a saber que o passarinho tem uma gaiola nova, que é como quem diz uma nova página inicial.

 

E ah! Sigam-me!

 

publicado por Rui Magalhães às 03:27
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