17 de Novembro de 2009

O último fim de semana foi dedicado ao mais delicioso dos passeios.

 

Como já por estes lados tinha referido, a viagem que marcaria o baptismo de voo do provinciano detentor deste blog, teve como destino a capital espanhola e como companhia a Diana. Passo então a resumir o fim de semana em palavras que, mesmo que saiam excelentes, em nada farão jus ao que vivi nestes dois dias.

 

De Coimbra à Maia não há história. Caminhos de ferro ao meu serviço numa combinação habitual de regional, suburbano e metro. Aeroporto Sá Carneiro por fim, a ansiedade da estreia aérea ia aumentando à medida que passeávamos por aquele espaço bonito em que eu nunca tinha estado. Lá se acomodou a fila de passageiros no Boeing 737-800 da Ryanair, as boas vindas foram dadas por uma voz que atribuí instintivamente ao piloto e os hospedeiros fizeram a sua coreografia à base de movimentos braçais, coletes salva-vidas e cintos de segurança.

 

Andava para trás a aeronave e quando dei por mim a pista estava em frente...

 

Voar revelou-me algumas coisas pelas quais não esperava. Entre elas o poder monstruoso daqueles motores, a beleza assombrosa que as nuvens vestem quando nos pomos ao ladinho delas, a vista aérea do terreno e o facto dos passageiros baterem palmas assim que o avião aterra em segurança. Ficou assim, com um voo de menos de uma hora, desfeita a minha virgindade aeronáutica da experiência fica uma memória fantástica.

 

O aeroporto madrileno é enorme mas a estação de Metro lá nos apareceu toda prestável. O Metro em Madrid conta já com uns impressionantes 90 anos de existência e é constituído por 12 linhas que se cruzam harmoniosamente entre si. Estes cruzamentos constantes, aliados a um fluxo de veículos altíssimo, faziam com que a deslocação de um ponto da cidade para o outro fosse uma brincadeira de criança. A certa altura dei por mim a imaginar o caos que se viveria à superfície se não andassem aquelas toupeiras mecânicas a circular constantemente debaixo da cidade.

 

 

 

Já voltamos aos transportes quando chegar à parte do regresso à amada pátria. Para já, arte. Como chegámos cedo à Atocha, pudemos visitar o Museo Reina Sofía. Para quem não sabe, no segundo piso do museu está, numa sala com o seu nome e a ser cuidadosamente vigiado por duas senhoras sentadas num banquinho, Guernica. A (literalmente) grande obra do artista Pablo Picasso. De tão famosa que é a dita pintura, não pude deixar de sentir uma estranha emoção quando me vi ali perante aquele gigante quadro. Em questões de arte, o meu domínio é tão grande como a actual época do Sporting. Sem hesitar muito digo que Aimar supera Picasso no que aos dotes artísticos dos Pablos diz respeito, mas a verdade é que coisas haviam penduradas neste museu que me assolam o espirito com a dúvida.

 

 

Quadrados monocromáticos, chapas metálicas penduradas pelos corredores, traços e pintas ao acaso numa tela. Ao que parece tudo isto é arte, e daquela muito importante. Mal posso esperar por deixar de ser saloio e conseguir estar mais de 10 segundos em frente a uma coisa destas. Olhar para um rabisco e extrair de imediato profundas conclusões acerca do sentido da vida e do pequeno almoço preferido do iluminadíssimo artista contemporâneo. Como eu adoro arte!

 

Estava já decidido que o jantar seria uma tão tradicional refeição como o é o Big Mac. Mais descobertas por esta altura. Parece que não é puto madrileno que se preze, todo aquele que não tenha uma pomposa crista a enfeitar a cabeça e a cara sobresburacada por piercings! Tal fenómeno leva-me a pensar que aquela gente se queda no sofá a assistir a sessões intermináveis de Morangos com Açúcar dobrados em espanhol!

 

Sol, Plaza Mayor, e Calle de la Montera foram as seguintes visitadas. Partimos em busca do mais madrileno dos sítios para beber uma cerveja mas acabamos a noite a curtir Guns n'Roses num Pub Irlandês. Mundo estranho este.

 

Na manhã de Domingo assistiu-se a um feroz combate entre o Palácio Real e o sono pela nossa preferencia. Coitadinho do Palácio... levou porrada de criar bicho mas ficou a promessa de que, numa próxima vez seja ele a prioridade. O que restou da manhã foi passada no enorme e bonito Parque do Retiro e o almoço estava agendado num qualquer franchising de fast food da Gran Via. Uma ressalva para o facto de as camisolas de Ronaldo e Kaka prevalecerem inequivocamente nas lojas de souvenirs. Depois do estômago recheado com mais lixo Macdonaldiano, tempo para mais uma estreia de relevo: Starbucks. Pedi um copanázio de café e bebi aquilo todo quentinho com a Diana ao lado. Não podia saber melhor. A estátua de D. Quixote estava mesmo ali à mão e não a quisemos deixar com o pesado desgosto da nossa ausência.

 

 

 

Seguiu-se o metro, o aeroporto, mais uma viagem de avião toda catita, de novo aeroporto e de novo metro, rodoviária do Porto, rodoviária de Coimbra e estava em casa para viver mais uma semana.

 

Passou célere o fim de semana mas valeu muitíssimo a pena. A viagem ficou por 15€ a cada um e ao contrário do que me diziam, os aviões das lowcosts afinal não andam a cair às peças. Vou dedicar agora esforços a ver que capital europeia será a próxima a merecer figurar num post comprido como este.

 

Obrigado Diana Ferreira, fomos mesmo felizes em Espanha :D

publicado por Rui Magalhães às 12:23
29 de Setembro de 2009

Há uns meses prometi à Diana que a punha no primeiro lugar dos resultados que o Google devolvia quando a pesquisa era o nome dela: "Diana Ferreira".

 

Este post rouba para si o objectivo de cumprir essa promessa e pôr a minha linda namorada à frente do resto da internet.

 

Namoramos há nove meses e nove dias. Mora em Vila do Conde, é uma loira mais do que jeitosa e tem na preparação de mojitos uma das suas mais preciosas habilidades.

 

Com o talento para os ditos cocktails, a Diana acumula uma capacidade inapta de me fazer sentir bem, de me encher os dias de uma alegria deliciosa. A verdade é que não concebo a minha singela existência sem ela. Os gestos e expressões dela alojaram-se no meu cérebro para uma relação simbiótica que se prevê eterna. Começou na primeira vez que me mostrou o seu sorriso lindo e pelos dias que correm é com ainda mais força que isto acontece.

 

 

Só o leitor mais incapaz no que ao nível da visão diz respeito é que não conseguirá vislumbrar a beleza da Diana. Se não for ela ninguém deve estar no lugar cimeiro das pesquisas Googlianas.

 

Aproveitem a dose industrial de lamechice em que estão por esta altura mergulhados e acudam à suplica que se segue. Ponham-se por favor os prezados leitores a linkar e twittar para que a Diana se afirme como a "Diana Ferreira" mais notória da internet.

 

Ela merece isto e muito mais, eu espero poder dar-lhe tudo.

 

Amo-te babe :D

publicado por Rui Magalhães às 01:36
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